Os 3 Cs da qualidade

Postado por juriti / Blog / Nenhum Comentário

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Caro empreendedor, você conhece ou já ouviu falar dos três Cs? Como explicitado no subtítulo, os três Cs referem-se a um padrão de qualidade, centralizado em três características: coesão, coerência e consistência. Cada uma delas integra diferentes etapas de uma ferramenta muito simples que pode ajudá-lo a consolidar a qualidade do produto ou do serviço que você oferece. Vamos entender bem o que elas significam.

O dicionário define coesão como unidade lógica, coerência de um pensamento, ideia ou conceito. Isso significa que a sua proposta de trabalho, ou o produto que você oferece, não apenas deve ter uma razão para existir, como deve se propor a realizar uma função bem específica, até mesmo resolver um problema que aflige pessoas, grupos ou empresas. A coesão do seu produto pode até mesmo definir, em alguns casos, a sua identidade no mercado.

Coerência é quando as diferentes partes do seu serviço ou do seu produto estão em plena harmonia entre elas, completando-se com perfeição, o que o habilitará a ser uma referência em qualidade. Por exemplo: se você possui uma empresa de vigilância e segurança privada, é bom contratar indivíduos robustos e experientes, que tenham grande força física, sejam hábeis em artes marciais e saibam atirar com uma arma. De preferência, que tenham um bom treinamento, saibam manejar tanto um revólver de baixo calibre quanto uma pistola semiautomática, e usem a trava de segurança, de maneira a não oferecer riscos para os colegas de trabalho, para as pessoas a quem devem proteger, ou para si próprios. Provavelmente, os clientes desta empresa de segurança privada se sentirão bem seguros, não é mesmo? O proprietário da empresa, no entanto, estaria em falta com a coerência se contratasse para o serviço de vigilante um rapaz de 1,65m de altura, de 60 quilos, e que realiza o seu turno sozinho e desarmado. Seria fácil demais dominar um vigia desses, não é verdade? Coerência, em qualquer profissão ou ocupação, possui um valor fundamental, mas vem a ser ainda mais vital em um caso desses, pois o seu produto é a segurança – e, portanto, a vida – das pessoas. Dependendo do caso, errar na parte da coerência equivale a assinar um atestado de incompetência. Como seria, de fato, em uma situação desta natureza. Você consegue perceber a importância da coerência no âmbito corporativo e profissional?

Por sua vez, o dicionário define consistência como aquilo que é coerente, verdadeiro e real. Aquilo que é definido por sua firmeza ou resistência. Ou seja, isso significa que aquilo que você disponibiliza para as pessoas no mercado não pode ser um produto qualquer, de segunda mão, que depois de ser utilizado uma vez, perde a qualidade e torna-se descartável. Ele precisa ter consistência. Deve ter ótima qualidade, ser durável, e realmente executar o que se propõe a fazer, de uma maneira prática, satisfatória e eficiente.

Portanto, se você quer descobrir se o seu produto, ou o seu projeto, estão na direção certa, faça a si próprio estas perguntas. Têm coerência? Têm coesão? Têm consistência? Se a resposta para qualquer uma delas for não, você saberá exatamente onde precisa aprimorá-lo.

Apesar de não ser um sistema padrão ou uma ferramenta formal de qualidade, os três Cs nos ajudam a identificar possíveis falhas na etapa da criação de um novo produto, ou de um projeto em andamento. Também nos permite vislumbrar possíveis deficiências, e a partir destas, realizar os ajustes necessários.

Os três Cs, ainda que sirvam como um padrão de orientação profissional mais particular e subjetivo, oferecem possibilidades de aprimoramento bastante amplas, se você se dispor a aplicá-las. Na verdade, o ajudarão sempre que você se dispor a fazer as três perguntas – Têm coerência? Têm coesão? Têm consistência? – pois as eventuais falhas que elas o ajudarão a expor resultarão na necessidade de efetuar melhorias, e é isso o que devemos buscar sempre, com afinco, em qualquer produto, projeto ou serviço que é de nossa responsabilidade levar ao mercado. Afinal os nossos clientes e o consumidor final merecem, sem dúvida nenhuma, o melhor que nós temos a oferecer.

Fonte: Jornal do Empreendedor

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